Desci do caminhão para cuidar dele.
Me chamo José Antônio, mas todo mundo me chama de Seu Zé. Esse menino é o Pedrinho, meu neto e meu companheiro.
Passei a vida rodando o Brasil de caminhão. Quando ele nasceu e o pai foi embora, decidi ficar.
Prometi cuidar dele como um pai. Porque pai é quem cuida. Minha esposa nem chegou a conhecer o nosso neto.
As crises pioram. Ele precisa de cirurgia.
O Pedrinho tem hidrocefalia. Foi assim que me explicaram: o líquido se acumula na cabecinha e não consegue sair.
Eu vejo meu garotinho sentir mais dor a cada dia. O médico disse que ele precisa operar logo.
Já enterrei minha esposa. Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para não perder meu neto também.
A gente trabalha. Mas trufa não paga cirurgia.
Minha aposentadoria não cobre as contas. Minha filha faz as trufas em casa e cuida do Pedro nas crises.
Então quem vai para a rua sou eu. Sol ou chuva, com 72 anos e essa bengala, dou um jeito.
Cada caixinha que vendo ajuda. Mas o que conseguimos juntar ainda não paga a cirurgia.
Agora preciso de uma mão junto da minha.
Engoli o orgulho para fazer este pedido. Já consegui uma parte com muito suor, mas preciso de ajuda para o restante.
Sua contribuição ajuda a completar o valor para a cirurgia do Pedrinho.
Quero que ele pare de sofrer com as crises e volte a me acordar com aquele sorriso. Me ajuda a cuidar do meu menino.